Pesquisador@s

Coordenadora:

Graciela NatansohnGraciela Natansohn é jornalista, formada em Argentina (UNLP), onde nasceu. Fez  mestrado e doutorado em Comunicação e Cultura Contemporânea na UFBA. É professora na Faculdade de Comunicação e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da UFBA, onde ensina Jornalismo impresso, ciberjornalismo, feminismo, estudos culturais. Realiza trabalho de extensão em audiovisual e gênero, no projeto Mulher Olho de Peixe, com marisqueiras e pescadoras do Recôncavo Baiano.

Projeto de pesquisa atual: Apropriação de mídias digitais – Um Olhar de gênero.
Resumo:  Esta investigação problematiza as experiências das pessoas nas suas aproximações às tecnologias de informação digitais, com um olhar sensível às questões de gênero e outras interseccionalidades. O objetivo geral do projeto visa compreender as especificidades dos processos de apropriação das tecnologias da informação e comunicação (TIC) por parte de mulheres de setores populares, através da análise dos usos dos computadores domésticos, celulares e outras TIC. Mediante uma abordagem qualitativa de tipo etnográfica e audiovisual com mulheres cujo acesso aos computadores é recente, está em fase inicial e não é profissional, pretendo compreender a complexa trama de experiências, saberes, imaginários e práticas que colaboram na atribuição de sentido às interações com os objetos tecnológicos.

Pesquisador@s:

Mônica Paz Mônica Paz é doutora (2015) e mestre (2010) pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (PósCom/UFBA), na linha de pesquisa sobre Cibercultura, e Bacharel em Ciência da Computação (2007) pelo DCC/UFBA. Fez o seu doutorado Sanduíche na Universidade de Barcelona-ES (2013). Colaborou com o coletivo Projeto Software Livre Bahia (PSL-BA), sendo responsável pelo conteúdo e comunicação de edições do Festival Software Livre da Bahia, além de outros projetos de inclusão digital. Participou do Projeto de Pesquisa “Labdebug: Mulheres e Tecnologia. Teorias e Práticas na cultura digital”. Pesquisa sobre as mulheres e os grupos de mulheres na comunidade software livre do Brasil.
Tese de doutorado: Gênero e Tecnologia: hackeando as relações de gênero na comunidade software livre do Brasil
Resumo: Este projeto de pesquisa visou analisar a comunidade brasileira de software livre (SL), confrontando os princípios da cultura hacker e do software livre com as questões feministas sobre gênero e tecnologia. Dessa forma, buscou-se entender, no que se refere ao lugar social e ativista das mulheres nesta comunidade, como se dá esta relação entre movimento de mulheres na TI e o SL, principalmente, o empoderamento destas mulheres e suas contribuições para a comunidade.

 

Josemira Reis é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Possui graduação em Comunicação Social, pela Universidade Católica do Salvador (2000), e mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas, pela UFBA (2015). Acumula experiência profissional na área de comunicação institucional para o Terceiro Setor, produção cultural e gestão de projetos comunicacionais na web.

Projeto de doutorado: “Não odeie a mídia, seja a mídia”: as implicações do midiativismo digital na cidade de Salvador.

Resumo: propõe analisar as novas narrativas informacionais produzidas em rede na capital baiana, bem como sua capacidade de mobilizar a opinião pública local para a construção de novos significados acerca de velhos temas. A emergência neste século de manifestações multitudinárias, verificadas nos mais diversos contextos geopolíticos – Primavera Árabe, Movimentos Occupy (Estados Unidos) e Manifestações de Junho de 2013 (Brasil), apenas para citar algumas – tem explicitado disputas de significados em torno da produção narrativa contemporânea. O acirramento de tensões entre a lógica de produção semântica massiva (própria da grande mídia corporativa) e a exponencial circulação de registros automassivos (realizados por indivíduos/grupos através de dispositivos digitais globalmente interconectados), tem se mostrado um campo analítico em pleno processo de conformação. Tais fenômenos requerem, portanto, novos esforços teórico-metodológicos para pensar temáticas como poder, visibilidade e audiências em tempos de Web 2.0.

 

Sérgio Rodrigo_foto_GIGA

Sérgio Rodrigo Ferreira é doutorando em Comunicação e Cultura Contemporâneas (POSCOM/UFBA-2016), mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGP/UFES-2012), mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territorialidades (POSCOM/UFES-2015) e bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Ufes (2009). É membro do Grupo de pesquisa em Gênero, Tecnologias Digitais e Cultura (Gig@/UFBA) e Grupo de Estudo e Pesquisa e Sexualidades (GEPSs/UFES). É autor do livro “Microblog: comunicação e relacionamento em redes sociais”, além de ter organizado coletâneas e periódicos acadêmicos.  Tem experiência na área de Comunicação e da Cultura, com ênfase em Novas Tecnologias da Informação, Imagem e Mídia, atuando principalmente nos seguintes temas: cibercultura, sexualidade e imagem. Atua, ainda, como artista gráfico e produtor editorial de periódicos acadêmicos e livros.

Projeto de doutorado: As escritas de si na (trans)experiência de corpos compartilhados: o autorrelato nos processos de transexualização e o transfeminismo na rede

Resumo: Partindo do pressuposto que a globalização possibilitou também a criação de novos circuitos de colaboração e cooperação facultando possibilidades virtualmente infinitas de  encontros, em especial com o estabelecimento da cultura digital, alargada pelas tecnologias de comunicação  on-line, a pesquisa  propõe  analisar  os  processos  de  criação  de  redes  abertas  de  produção  e  distribuição  de  conhecimento colaborativo por pessoas em processo de transexualização. Conjectura-se que o que se estabelece, por meio dos diversos dispositivos,  são  redes  difusas  alimentadas  com  informações  pela  proatividade  dos  membros  interessados  no enriquecimento mútuo de dados, fomentando um saber de interesse comum obtido pela soma das experiências. A hipótese que ainda suscitamos é a de que, além de uma paisagem móvel de  significações,  as  redes  geram  também  cumplicidade  e  solidariedade  de  desconhecidos  e  uma  forma  de relacionamento no qual sentimentos, segredos e necessidades são compartilhados.

 

Foto de Ceres

Ceres Marisa Silva dos Santos possui graduação em Jornalismo – Bacharel em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/1986), graduação em Licenciatura em Estudos Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/1982), Especialização em Direitos Humanos (UNEB/2001) e Mestrado em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB/2007). Atualmente é formadora no Ceafro, programa do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (UFBa). Tem experiência na área de Comunicação Social, com ênfase em Assessoria em Comunicação, Educom e Comunicação Comunitária. Atua, principalmente, com os seguintes temas: Ação Afirmativa, cotas, racismo, educação e gênero, representação e acesso ao discurso midiático, mulher negra e novas tecnologias.

O projeto de doutorado: Construção dos ‘ciberfeminismos negros’: identidades e empoderamento das mulheres negras a partir da apropriação do ambiente digital (Dinter/USP)

Resumo: propõe investigar, identificar e contextualizar as iniciativas digitais de mulheres negras no Brasil e em Angola (África) analisando a apropriação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s), como ação fundamental para o empoderamento dessas mulheres. Esse projeto também se dispõe a contribuir na conceituação dos ‘ciberfeminismos negros’, observando as brechas digitais e processos de exclusão ao uso das TIC’s.

 

florenciatFlorencia Goldsman é mestranda em Comunicação e Cultura Contemporâneas, pelo PósCom/UFBA. Desenvolve no Gig@ pesquisa sobre violência de gênero e participação política no Twitter.  Jornalista argentina, com mais de 10 anos de trabalho nos meios digitais, revistas e suplementos culturais. Nos últimos anos se especializou em ciberfeminismo e jornalismo com perspectiva de gênero. Seus trabalhos são publicados na Página 12 (Argentina), Revista Píkara (País Vasco), La Cuerda (Guatemala), Radio Nosotras en el Mundo (Argentina – El Salvador) e Comunicar Igualdad (Argentina).

Projeto de mestrado: Violencia de género y  participación política en Twitter
Resumo: A partir de casos que expresan violencia en la red social Twitter, describiremos las diversas formas de  interacciones sociales cuyos contenidos manifiestan la misoginia digital y el ciberacoso en ambientes digitales. En  relación con los estudios  de cibercultura que hacen abordajes específicos que documentan la co­construcción de los nuevos medios, exploraremos bibliografía, levantaremos datos y sistematizaremos las   dinámicas de argumentación y contra­argumentación en discursos que remiten a la violencia de género. Analizaremos la forma en que evidencian características propias ligadas a dicha red social por medio de un software de rastrillaje de datos (scrapping) orientado a explicar la complejidad del fenómeno.

 

Javier Vázqjavier_pesquisauez possui dupla formação em Jornalismo e Comunicação Audiovisual – Universidad Rey Juan Carlos (2013), em Madrid, Espanha e é Mestre em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Faculdade de Comunicação da UFBA (2015). Trabalhou como Web Designer em projetos para a empresa de seguros MAPFRE, e para sua FUNDAÇÃO. Tem interesse em gênero, cibercultura e linguagem digital.
Projeto de Mestrado: Os estereótipos de gênero em revistas digitais
Resumo: Com o surgimento de revistas digitais, as representações sobre masculinidades e feminidades com respeito às imagens sobre homens e mulheres mostradas até esse momento nos meios tradicionais tem mudado. Com o estudo de 6 revistas digitais (3 para público feminino e 3 para público masculino), e através do análise dos elementos textuais e não textuais, serão reconhecidos e analisados os estereótipos de gênero encontrados e serão propostas novas formas de representação de homens e mulheres nestas revistas.

 

Juliana Santana é bacharel em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e mestra (2016) pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (PósCom/UFBA), na linha de pesquisa sobre Cibercultura. Pesquisa sobre mulheres, corpo, tecnologias e interações sociais.
Projeto de mestrado: “Aqui eu grito tudo que sofro calada” – #thinspiration: a construção digital do corpo anorético feminino no Tumblr
Resumo: A presença imperativa na mídia da tríade magreza/beleza/felicidade e o disciplinamento doentio, e muitas vezes fatal, que as mulheres impingem aos seus corpos, apresentam-se como um cenário favorável à reflexão e investigação teórica, principalmente quando entrelaçados aos estudos de cibercultura. Este projeto de pesquisa busca compreender o fenômeno contemporâneo da construção digital do corpo anorético feminino, a partir da análise de imagens compartilhadas por jovens garotas, usuárias da plataforma de microblogging Tumblr.

 

leticiaLetícia Lopes é mestranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia PósCom/UFBA, onde integra a linha de Cibercultura. É bacharel em Comunicação Social (habilitação Relações Públicas) pela Universidade Federal de Minas Gerais, onde foi bolsista de iniciação científica (Fapemig) por dois anos no Grupo de Pesquisa em Comunicação, mídia e cultura – PPGCom – UFMG. Pesquisa sobre YouTube, Networks, apropriação, identidade e gênero.
Projeto de mestrado: “Se baixarmos o ‘volume’, não vão nos ouvir”: as apropriações do YouTube e a performance das mulheres “crespas” e “cacheadas”.

Resumo: a partir de um conjunto de canais do YouTube produzidos por mulheres que abordam em seus vídeos temas relacionados aos cabelos crespos e cacheados, a pesquisa visa analisar como a apropriação de plataformas audiovisuais on-line, como o YouTube, favorece e operam como agentes na difusão, visibilidade  e agendamento de temas pouco abordados em outros espaços mediáticos. Acreditamos que isso contribui para a ressignificação dos mesmos, uma vez que esses indivíduos tornam-se protagonistas de novas formas de construção de sentido sobre as suas próprias vivências. Assim, por meio da categoria modos de endereçamento (ELLSWORTH, 2001), buscamos por indícios das escolhas onde essas YouTubers “crespas” e “cacheadas”  dialogam com o atual contexto ideológico e político acerca do cabelo. Como chaves de leitura, nos propomos olhar especialmente para elementos de suas performances (SIBILIA, 2015; 2016) e apropriações (MORALES, 2009) das características sociotécnicas do YouTube e da produção e linguagem audiovisual. Dessa maneira, pretende-se, a partir dos resultados encontrados, responder a questão: de que maneira essas YouTubers conformam uma vivência “crespa” e “cacheada” atravessada por conflitos de gênero e raça e como esse processo reflete outras relações de construção de si no âmbito da cibercultura?

Eduardo Pereira Francisco é doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (PósCom/UFBA), na linha de pesquisa de Cibercultura. Mestre pelo PósCom/UFBA, na linha de pesquisa de Análise de Produtos e Linguagens da Cultura Mediática. Graduado em Comunicação Social com habilitação em jornalismo pela Faculdade Social da Bahia (FSBA). É membro do Grupo de Pesquisa em Gênero, Tecnologias Digitais e Cultura (GIG@/UFBA).
Projeto de doutorado: Youtubers LGBT: Produção de saberes sobre sexualidade e gênero, compartilhamento de experiências de vida e ativismo no YouTube
Resumo: Os ativismos das pessoas que se identificam socialmente como LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros) passaram por muitas transformações na última década. Muitas relacionadas às formas de organização e estratégias políticas de atuação na sociedade. Tais mutações se originam, entre outros fatores, da popularização das representações midiáticas dessas identidades em produtos culturais, assim como dos estudos feministas e queer no Brasil. Tudo isso, no contexto de avanços tecnológicos da internet – que foram fundamentais neste processo e muito fomentaram a discussão da temática. Neste contexto, propõe-se mapear e analisar como produções elaboradas por pessoas LGBT no YouTube: 1) se inserem no contexto dos ativismos na rede pela diversidade sexual e de gênero; 2) se constituem através das possibilidades e limites desta plataforma audiovisual online; 3) fomenta a produção de saberes sobre sexualidade e gênero através do compartilhamento de experiências de vida.

 

Juliana Brito é mestranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (PósCom/UFBA), na linha de Cibercultura. É jornalista formada pela Faculdade de Comunicação da UFBA, onde foi bolsista de iniciação científica (CNPq) por dois anos no atual Laboratório de Análise de Teleficção (A-Tevê), e especialista em Estudos Culturais, História e Linguagens pela Unijorge. Pesquisa sobre influenciadoras digitais, redes sociais, empoderamento feminino e gênero.

Projeto de mestrado: Construção da mulher empoderada nas redes sociais: uma análise do gerenciamento de impressões das fanpages de Jout Jout e Tia Má.

Resumo: Este projeto de pesquisa tem como objetivo analisar os efeitos de sentido produzidos a partir dos discursos sobre empoderamento feminino das influenciadoras digitais/youtubers Jout Jout e Tia Má em suas fanpages no Facebook. Parte-se do pressuposto de que essas influenciadoras digitais têm obtido destaque na chamada “quarta onda do feminismo” em curso no Brasil, que tem no ciberespaço um palco de grande relevância, influindo sobre a autoestima e no processo de empoderamento de milhares de mulheres brasileiras que as seguem em suas páginas nas redes sociais.

 

Thiane Neves Barros é mestra em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Pará, especialista em Gestão de Processos Comunicacionais pela Universidade de São Paulo e graduada em Comunicação Social pela Universidade da Amazônia. É ciberfeminista, escreve para o site Blogueiras Negras. Pesquisa divulgação científica, feminismo negro e interseccionalidade na cibercultura.

Sobre o Autor

GIG@/UFBA - Grupo de Pesquisa em Gênero, Tecnologias Digitais e Cultura – Universidade Federal da Bahia